Años de Soledad

Um pouco mal contada a situação da argentina. observando-se seus indicadores, eles estão bastante normais, alguns melhores do que os nossos. Exceção faz-se da inflação de 25% ao ano, que com juros de 40% ao ano ou mesmo os 30% ao ano anteriores, tende a regredir.
A única explicação que encontro é o vencimento da dívida externa, cujo montante encontra-se em US$250bi, contra uma reserva de US$56bi, associado a uma fuga de capital de US$8bi anuais. Se 10% desta dívida vencer em até 12 meses, as reservas caem pela metade. A este fato o governo deve estar antecipando-se, buscando o FMI. Ainda assim, muito estranho.
Uma das poucas coisas fáceis de se prever em economia é o esgotamento das reservas, o que em geral justifica a rolagem a maiores taxas, ou maiores prazos. A Argentina conseguiu um feito histórico de emitir títulos com vencimento em 100 anos. Para se ter uma idéia desta monta, os EUA emitem títulos com até 30 anos até o vencimento.
O peso argentino vem perdendo valor de forma acentuada desde 2015. Então, negociar o dólar na casa dos 20 pesos não é novidade. Em suma, o FMI é muito mal visto e impopular aqui na américa latina (e onde é bem visto e popular? só nos seus próprios escritórios) para ser buscado assim rapidamente. O mais estranho é que a simples frase do Macri dizendo que tinha ligado para a Lagarde (oi, tudo bom? como está aí na frança hoje?) acalmou os mercado. Isso não cheira bem.
Por que eu vejo o semblante do george soros nas nuvens quando penso sobre o que pode ter causado isso? Como foi dito hoje de manhã… metal contra as nuvens.

bender

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analista gráfico de ativos financeiros. ex-cliente de Home Broker para ações e seus derivativos. desenvolvedor de algoritmos para previsão de séries temporais financeiras. administrador deste forum.
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